Autor de feminicídio em Nova Alegria é preso pela polícia Civil de Itamaraju


07/02/2025 20h11 | Por: Redação/teixeiraurgente

A Polícia Civil de Itamaraju prendeu, na tarde desta sexta-feira, 7 de fevereiro, Nilson de Jesus Rocha, de 35 anos, acusado de assassinar sua companheira, Adriana Cunha da Silva, de 34 anos. O suspeito foi localizado em uma fazenda na comunidade de São Domingos, a 20 km do povoado de Nova Alegria, em uma região de difícil acesso.

De acordo com testemunhas, no dia 2 de fevereiro de 2025, Nilson e Adriana estavam no Rio Jucuruçu, em Nova Alegria, acompanhados de outras pessoas. Em determinado momento, testemunhas observaram Nilson abraçando Adriana na cachoeira. Inicialmente, acreditaram se tratar de um momento de intimidade do casal e saíram do rio, aguardando Adriana na pista.

Pouco tempo depois, Nilson retornou sozinho. Questionado sobre Adriana, permaneceu em silêncio e, ao ser pressionado, foi notado que segurava um tufo de cabelo entre os dedos. Em seguida, confessou o crime, afirmando que o corpo da vítima apareceria boiando no rio. Testemunhas iniciaram buscas pela mulher, sem sucesso.

Naquela noite, Nilson foi visto em um bar em Nova Alegria, onde se recusou a dar informações sobre Adriana e fugiu do local. Somente na manhã seguinte, por volta das 5h, o corpo da vítima foi encontrado boiando no rio.

Testemunhas relataram que Nilson e Adriana moravam juntos em uma casa alugada e brigavam frequentemente. Nos últimos dias, a vítima afirmava que o relacionamento não daria certo devido ao comportamento agressivo do companheiro. Ela também já havia relatado episódios de violência doméstica, incluindo hematomas e uma mordida no ombro, mas não acreditava que denunciá-lo resolveria o problema. Amigos a aconselharam a terminar a relação, sem sucesso.

Ao ser detido pela Polícia Civil, Nilson alegou que não se lembra se agrediu Adriana ou o que teria feito. Limitou-se a afirmar que não sabe explicar o ocorrido.

Ele foi indiciado por feminicídio. Com as mudanças na legislação em 2024, a pena para esse crime pode chegar a 60 anos de reclusão. Nilson foi encaminhado para Teixeira de Freitas, onde permanece à disposição da Justiça.