25/02/2025 10h18 | Por: Alexandro Sousa/teixeiraurgente MTB-0006235
A redação do Teixeira Urgente foi procurada pela enteada de Marcos Antônio Barbosa Veríssimo, de 52 anos, que relatou um acidente de trabalho sofrido pelo padrasto na manhã da última segunda-feira, 24 de fevereiro, por volta das 9h, na cidade de Mucuri. Segundo ela, Marcos Antônio, que trabalhava como chapa prestava serviço para uma empresa do Rio Grande do Sul, e estava realizando carga e descarga na empresa Super Pão quando caiu do caminhão em Mucuri.
Ainda de acordo com o relato da enteada, o motorista do veículo inicialmente se recusou a prestar socorro. Foi necessária a intervenção de outro trabalhador, que se recusou a continuar o serviço até que o colega fosse socorrido. Apenas por volta do meio-dia uma ambulância chegou ao local para atender a vítima, que foi encaminhada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Mucuri.
Na unidade de saúde, após a realização de um Raio-X, um médico informou à família que Marcos Antônio havia fraturado o pulso e o fêmur. No entanto, conforme denúncia dos familiares, ele permaneceu na UPA sentindo dores das 12h até as 19h, quando foi transferido para a unidade de Itabatã. Ainda segundo a família, o médico teria recomendado a transferência para Teixeira de Freitas devido ao fato de Marcos Antônio ser hipertenso e diabético.
Os familiares também denunciaram a precariedade do atendimento. De acordo com eles, desde a manhã de segunda-feira o paciente só conseguiu tomar banho na terça-feira. Além disso, médicos e enfermeiros apenas passavam pelo local sem realizar procedimentos para aliviar seu sofrimento. Outra reclamação diz respeito à demora na transferência: a família foi informada de que Marcos Antônio só poderá ser encaminhado para Teixeira de Freitas no dia 3 de março, seis dias após o acidente.
Diante da situação, os familiares buscaram atendimento na subsecretaria de Saúde de Mucuri, em Itabatã, para tentar falar com o Secretário de Saúde. No entanto, foram informados de que ele só atende em Mucuri e que nada poderia ser feito. A família questiona como um paciente diabético pode permanecer imóvel por tanto tempo, uma vez que essa condição pode causar ferimentos devido à falta de movimentação.
A reportagem segue acompanhando o caso e buscando posicionamento das autoridades responsáveis.