29/05/2026 04h54 | Por: Alexandro Sousa/teixeiraurgente
O Campus Paulo Freire da Universidade Federal do Sul da Bahia, em Teixeira de Freitas, recebeu entre os dias 26 e 28 de maio o II Ciclo Afro Pindorâmico, evento promovido pelo Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI/UFSB). A iniciativa reuniu estudantes, pesquisadores, lideranças indígenas, quilombolas, artistas e representantes de movimentos sociais em uma ampla programação voltada à valorização das culturas afro-brasileiras e indígenas.

Com o tema “Aquilombamento e bem-viver ancestral: histórias, tecnologias e o direito de existir”, o encontro buscou fortalecer o diálogo entre universidade e comunidade, promovendo reflexões sobre identidade, ancestralidade, políticas afirmativas e combate ao racismo estrutural.

Durante os três dias de programação, o público participou de mesas temáticas, rodas de conversa, oficinas, intervenções artístico-culturais, cine-debate, feira interativa e apresentações culturais. O evento também abriu espaço para a troca de experiências entre comunidades tradicionais, acadêmicos e coletivos culturais do extremo sul da Bahia.

Segundo a organização, o objetivo do Ciclo Afro Pindorâmico é ampliar os debates sobre relações étnico-raciais e promover a valorização dos conhecimentos produzidos historicamente pelas populações negras e indígenas. A proposta também reforça o compromisso da universidade com uma educação antirracista, inclusiva e socialmente referenciada.

A programação foi aberta ao público e contou com participação de instituições parceiras, além de representantes de comunidades quilombolas, povos indígenas e coletivos culturais da região. O encontro marcou ainda a continuidade das ações do NEABI, que vem fortalecendo iniciativas de pesquisa, extensão e mobilização social dentro da universidade.













